Descrição
Uma filosofia e um conjunto de sete artigos criados em colaboração com organizações de direitos humanos, que busca reclamar o direito da pessoa de ser a principal autora de sua própria história e identidade. É essencial quando as histórias de uma pessoa foram escritas por outros (como abusadores, racismo, sexismo ou homofobia), o que frequentemente leva a narrativas negativas. A Carta consiste em sete artigos chave. Os mais centrais incluem o direito de:
- Definir as experiências e problemas em palavras e termos próprios (Artigo 1).
- Ter a vida entendida no contexto do que se viveu e das relações com os outros (Artigo 2).
- Não ter problemas causados por trauma ou injustiça localizados internamente, reforçando que a pessoa não é o problema; o problema é o problema (Artigo 4).
- Ter as respostas a tempos difíceis reconhecidas, pois ninguém é um receptor passivo (Artigo 5).
- Ter as habilidades e conhecimentos de sobrevivência respeitados, honrados e reconhecidos (Artigo 6).
- Usar o conhecimento adquirido em tempos difíceis para contribuir com a vida de outros (Artigo 7).
Quando Usar
Em qualquer momento em que o cliente sinta que sua identidade foi violada, desqualificada ou definida negativamente por fontes externas. Crucial ao trabalhar com experiências de trauma, abuso, racismo, sexismo, pobreza ou outros tipos de injustiça, onde há histórias dominantes de culpa ou fracasso. Usado para reafirmar a agência e a autoridade moral do cliente sobre sua própria vida.